
A descoberta de gás natural no Campo de Sanhaçu, localizado na Bacia Potiguar, gerou expectativas positivas para o setor de petróleo e gás do Rio Grande do Norte. A Brava Energia comunicou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no dia 15 de outubro, a identificação de hidrocarbonetos durante a perfuração do poço terrestre 3-SAN-6D-RN, que atingiu 2.230 metros de profundidade e encontrou gás no reservatório principal. O poço é o primeiro exploratório onshore da empresa no campo, adquirido em dezembro de 2021 e integrante do cluster Potiguar. A produção do Campo de Sanhaçu teve início em 2012, com término previsto para 25 de novembro de 2036.
Apesar do otimismo, a identificação de gás natural não representa o início imediato da produção comercial. A Brava Energia informou que realizará estudos técnicos aprofundados para dimensionar a acumulação e avaliar sua capacidade produtiva. Até o momento, a companhia não divulgou estimativas sobre o volume de recursos encontrados, projeções de produção ou cronograma de desenvolvimento do projeto.
Em nota, a empresa esclareceu que os prazos, a definição da viabilidade comercial, os investimentos necessários e as condições logísticas para escoamento e destinação do gás dependerão dos resultados das análises complementares. A Brava também afirmou que continuará informando o mercado sobre os avanços dos estudos.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec-RN) considera a descoberta uma notícia importante para o setor energético estadual, por reforçar o potencial dos campos terrestres e abrir novas possibilidades de exploração na região. Entretanto, a pasta ressalta que ainda não é possível calcular o volume de investimentos que poderá ser gerado. Segundo a secretaria, qualquer estimativa dependerá das avaliações conduzidas pela Brava Energia para determinar a dimensão da acumulação de gás natural e verificar as condições técnicas e econômicas necessárias à produção e comercialização do combustível.






