O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio também está proibido de deixar o Brasil. Segundo o parlamentar, a decisão ocorreu após declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, defendendo que ele saísse do país em caso de derrota.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi abordado por agentes da Polícia Federal quando se dirigia à residência do pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. Na última sexta-feira (23), Eduardo havia declarado que o irmão deveria deixar o Brasil caso não vencesse a eleição. Flávio criticou a determinação judicial e afirmou que a medida foi motivada por essa manifestação.
O senador é investigado em dois inquéritos no STF. Um deles, relatado por Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e o advogado Willer Tomaz. A Polícia Federal identificou uma conta vinculada à empresa Alcazar Holdings na qual Flávio apareceria com acesso privilegiado. Os investigadores buscam esclarecer a natureza dessa relação e possíveis movimentações financeiras. Flávio e a defesa do advogado negam irregularidades.
A segunda investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga possíveis tratativas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para obtenção de recursos destinados à produção. Os procedimentos seguem em andamento, sem conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal do senador.






