Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, teve morte encefálica confirmada após ser hospitalizado em Belo Horizonte. Ele havia atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, após ser preso durante uma operação realizada na manhã de quarta-feira.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero. Mourão era réu em processos que investigam suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após o incidente, ele foi levado a um hospital da capital mineira, onde ficou internado até a confirmação do quadro de morte cerebral, condição que a legislação brasileira considera como óbito.
De acordo com as investigações, Mourão integrava um grupo investigado por atuar na coleta de informações e no monitoramento de pessoas consideradas de interesse da organização. Segundo a Polícia Federal, ele teria acessado de forma irregular bases de dados restritas de órgãos públicos e sistemas utilizados por instituições de segurança e investigação.
As apurações também apontam que o investigado teria participado de ações para obter dados de usuários em plataformas digitais e remover conteúdos da internet. Além disso, ele era alvo de uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais por participação em um esquema financeiro que movimentou cerca de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021, com suspeitas de crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.






