A Polícia Civil de São Paulo apura um esquema de falsificação e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica, associado a mortes registradas no estado. O caso tem como principal investigada uma mulher já condenada por falsificação de bebidas, que também responde por homicídio.
De acordo com a investigação, as bebidas eram produzidas em uma fábrica clandestina localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e distribuídas por meio de intermediários para bares e comércios da Região Metropolitana. Em diligências no local, a polícia encontrou recipientes contendo metanol e outros materiais utilizados na adulteração.
Duas mortes confirmadas ocorreram após o consumo das bebidas em um bar da Zona Leste da capital paulista, que foi posteriormente interditado. O responsável pelo estabelecimento relatou ter adquirido os produtos de um revendedor, que indicou a investigada como fornecedora. Além das mortes, um homem perdeu a visão após ingerir a bebida contaminada.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o país já registrou dezenas de casos de intoxicação por metanol, com aumento expressivo em relação ao ano anterior. As autoridades não descartam a existência de novas vítimas e seguem analisando documentos, aparelhos eletrônicos e a rede de distribuição ligada ao esquema.






