O Supremo Tribunal Federal marcou para os dias 10 e 11 de março o julgamento que envolve os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles respondem a uma ação que trata de suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte.
De acordo com a acusação, os parlamentares teriam solicitado R$ 1,67 milhão ao então prefeito de São José do Ribamar, no Maranhão, como contrapartida pelo direcionamento de R$ 6,67 milhões em emendas destinadas à área da saúde. As denúncias também apontam que o grupo atuava de forma organizada para controlar a liberação e o repasse dos valores.
As investigações indicam que Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança na estrutura, responsável por centralizar decisões e por distribuir pagamentos aos demais envolvidos. O suplente Bosco Costa é apontado por utilizar contas de familiares para movimentar valores ligados ao suposto esquema, que também teria contado com a participação de lobistas e intermediários.
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação dos acusados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa, além da perda dos mandatos e pagamento de indenização por danos morais coletivos. Outras pessoas também respondem ao processo, que seguirá para análise da Primeira Turma do STF nas sessões reservadas para março.






