
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação apresentada pelo Partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O processo busca investigar uma possível prática de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
A legenda questiona 35 medidas adotadas pelo governo federal entre janeiro e outubro deste ano, sendo 12 durante o período eleitoral. Entre as iniciativas citadas estão o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas e a proibição das apostas on-line.
Segundo o Novo, as medidas teriam sido utilizadas para favorecer eleitoralmente a chapa e representam um custo estimado de R$ 73 bilhões. A ação também aponta a abertura de 13 créditos extraordinários, que somam R$ 99,7 bilhões. O partido pede a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade de Lula e Alckmin por oito anos.
Com a admissão do processo, os dois foram notificados e terão cinco dias para apresentar defesa. A decisão do TSE não significa que as acusações foram comprovadas nem representa julgamento sobre eventual cassação dos mandatos. Após as manifestações, o ministro poderá decidir os próximos passos da investigação.



