O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos milhões de documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, acusado de comandar um esquema de tráfico e exploração sexual de jovens, incluindo menores de idade. O material divulgado inclui páginas de investigações, imagens e vídeos reunidos ao longo de anos de apuração.
Os novos arquivos mencionam diversas figuras públicas internacionais que integraram o círculo social de Epstein, incluindo empresários, políticos e membros da realeza. As citações não significam, necessariamente, envolvimento direto em crimes, mas registram contatos, trocas de mensagens e referências presentes nos documentos analisados pelas autoridades.
O Brasil aparece em parte do material divulgado, com menções a contatos mantidos por Epstein no país e a supostas conexões com o setor de moda. Há registros de mensagens que tratam de possíveis negócios no Brasil e referências a jovens brasileiras levadas a eventos promovidos pelo financista nos Estados Unidos.
Epstein foi preso em 2019 e morreu enquanto aguardava julgamento, em um caso classificado oficialmente como suicídio. Apesar disso, investigações sobre possíveis colaboradores e beneficiários do esquema continuam em andamento, e a divulgação dos arquivos reacendeu debates sobre a proteção das vítimas e a responsabilização de envolvidos.






