
Falhas graves de segurança identificadas com o auxílio de inteligência artificial (IA) provocaram a suspensão temporária de sites governamentais e empresariais em diferentes países. As vulnerabilidades foram encontradas no PHP, linguagem de programação utilizada em aproximadamente 70% das páginas da internet. A descoberta levou organizações a adotarem medidas preventivas para evitar possíveis ataques cibernéticos.
As falhas foram identificadas em agosto por empresas especializadas em cibersegurança, incluindo Wiz e Calif, com o apoio de ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas por companhias como OpenAI e Google. As vulnerabilidades, algumas ocultas há mais de uma década, poderiam permitir que criminosos virtuais acessassem arquivos, bancos de dados e até assumissem o controle de servidores sem a necessidade de senhas.
Diante dos riscos, governos e empresas decidiram retirar plataformas do ar enquanto realizavam atualizações de segurança. Especialistas destacam que a indisponibilidade dos serviços não significa necessariamente que tenham ocorrido invasões. O objetivo das interrupções é impedir que as brechas sejam exploradas por hackers, especialmente após a divulgação pública de informações sobre as vulnerabilidades.
Embora grandes instituições tenham condições de implementar correções rapidamente, páginas menores, como blogs e sites administrados por particulares, podem permanecer expostas por mais tempo. Pesquisadores também alertam que sistemas conectados a serviços de terceiros podem continuar vulneráveis mesmo após atualizações.





