A produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de denúncias trabalhistas meses antes da divulgação de um investimento de R$ 61 milhões atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. Relatórios apontam reclamações relacionadas às condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo.
Entre as denúncias registradas por profissionais envolvidos no longa estão relatos de alimentação insuficiente, atrasos de pagamento, contratação informal e tratamento desigual entre figurantes brasileiros e integrantes estrangeiros da equipe. Também houve queixas sobre revistas consideradas abusivas na entrada das locações e episódios de assédio moral.
O documento, elaborado pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo, reúne ocorrências feitas por figurantes e técnicos da produção. Segundo os relatos, alguns trabalhadores afirmaram ter recebido cachês abaixo do padrão do mercado e precisado arcar com custos de transporte até os sets de filmagem.
A produtora GOUP Entertainment afirmou posteriormente que não recebeu recursos de Daniel Vorcaro ou de empresas ligadas ao empresário. Já o senador Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido apoio financeiro para o projeto, mas negou qualquer irregularidade envolvendo o financiamento do filme.






