O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, afastado há dois meses após denúncias de assédio sexual, continua recebendo remuneração próxima de R$ 100 mil líquidos mensais. A manutenção dos pagamentos inclui valores adicionais ao salário base, mesmo com decisão do Conselho Nacional de Justiça que prevê restrições nesses casos.
De acordo com norma do CNJ em vigor desde 2024, magistrados afastados durante investigações administrativas devem ter suspensas verbas de natureza indenizatória, temporária ou extraordinária, mantendo apenas o subsídio. Apesar disso, registros de pagamento indicam que os valores adicionais seguem sendo incluídos na remuneração do ministro.
Nos contracheques recentes, os ganhos totais ultrapassaram R$ 120 mil brutos em fevereiro e março, resultado da soma do salário fixo com indenizações e vantagens pessoais. Após os descontos legais, os valores líquidos permaneceram na faixa dos R$ 100 mil, sem alterações relevantes em relação ao período anterior ao afastamento.
O STJ informou que fará ajustes nos próximos pagamentos para adequar a remuneração às regras estabelecidas pelo CNJ, limitando os valores ao salário. O tribunal, no entanto, não detalhou quais benefícios continuaram sendo pagos nem justificou a manutenção dessas verbas durante o afastamento do magistrado.






