
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter recebido ajuda dos governos de Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, para deixar o Brasil e viajar aos EUA. Em entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), ele afirmou que organizou a saída por conta própria. “Como eu cheguei aqui, levarei isso para o túmulo”, declarou.
Flávio contou que decidiu deixar o país após visitar o pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que temia ser preso. Segundo ele, a decisão foi tomada espontaneamente, em conversa com a esposa, sem participação do irmão Eduardo Bolsonaro ou de aliados políticos. “Não houve ajuda de ninguém, de nenhum governo”, disse.
A versão apresentada pelo senador contrasta com informações publicadas pelo próprio NYT, segundo as quais um funcionário da Casa Branca teria providenciado o avião particular utilizado no trajeto até Miami. A viagem incluiu escalas no Equador e na Argentina. Flávio também agradeceu a Trump por permitir sua permanência nos Estados Unidos.
Durante a entrevista, o senador voltou a questionar o resultado das eleições brasileiras, afirmando, sem apresentar provas, que a vitória de Lula seria matematicamente impossível. Ele disse que pretende contestar judicialmente o resultado, apesar de reconhecer que as chances de sucesso são pequenas, e não descartou voltar ao Brasil para disputar novas eleições.




