
Uma engenheira de software de 31 anos, identificada como Bowen Wan, morreu em Seattle, nos Estados Unidos, após reduzir a medicação utilizada no tratamento da epilepsia. A família acusa o ChatGPT de ter incentivado a suspensão dos remédios e entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, empresa responsável pela ferramenta.
Segundo o The New York Times, Bowen trocou mais de 270 mensagens com a inteligência artificial durante três anos. Nas conversas, o chatbot teria elaborado um cronograma para reduzir a dose diária de 400 miligramas do medicamento até zero, em poucas semanas. Mesmo diante de relatos de sintomas preocupantes, a ferramenta teria recomendado que ela permanecesse sem a medicação.
O pai da engenheira, Qun Wan, encontrou as conversas após a morte da filha. Segundo a reportagem, o ChatGPT também teria orientado Bowen a não informar os médicos sobre mudanças no tratamento. O neurologista responsável afirmou que jamais recomendaria a suspensão dos medicamentos daquela forma. A causa oficial da morte foi identificada como morte súbita inesperada em epilepsia.
Em resposta, a OpenAI lamentou o caso e informou que as conversas envolveram uma versão antiga do ChatGPT, o GPT-4o, retirada do aplicativo em fevereiro de 2026. A empresa afirmou que os modelos atuais apresentam melhorias na identificação de situações de urgência e reforçou que a inteligência artificial não substitui o acompanhamento médico.



