O governo federal reajustou em 15,04% os valores do Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado pelo governo sobe de R$ 675 para R$ 777. A correção foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro, com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O valor recebido por cada família, porém, varia de acordo com sua composição. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O adicional para crianças de até sete anos incompletos sobe de R$ 150 para R$ 173, enquanto o benefício destinado a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante. O complemento garante que nenhuma família beneficiária receba menos de R$ 691.
Os novos valores não serão aplicados aos pagamentos de setembro. O reajuste terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro e será incluído na folha daquele mês. Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro, seguindo o calendário regular do programa.
A medida também entrou no debate eleitoral. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) apresentou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste, pedindo a suspensão da aplicação dos novos valores. Segundo a defesa apresentada na ação, a proximidade entre o aumento e as eleições deveria ser analisada pela Justiça Eleitoral. Uma ação anterior, apresentada pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), já havia sido rejeitada pelo ministro André Mendonça, segundo reportagem publicada em 17 de setembro.
O governo afirma que a atualização tem como objetivo recompor o poder de compra das famílias diante da inflação acumulada desde a última atualização, em 2023. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que a correção está prevista na legislação do programa e corresponde à variação do INPC no período determinado pelo decreto.






