Autoridades de saúde confirmaram que a variante de hantavírus detectada em passageiros de um navio de cruzeiro é a cepa andina, considerada a única com possibilidade de transmissão entre pessoas. A confirmação foi divulgada após análises laboratoriais realizadas em um dos casos retirados da embarcação, que seguia viagem após passar pela América do Sul.
O navio transporta 88 passageiros e 59 tripulantes, de diversas nacionalidades, e se tornou foco de investigação após o surgimento de casos suspeitos da doença. Parte dos infectados foi levada para atendimento em diferentes países, incluindo a África do Sul e a Suíça, onde um paciente permanece hospitalizado após testar positivo.
De acordo com autoridades sanitárias, o vírus andino difere de outras variantes por permitir contágio direto entre humanos, embora isso ocorra em situações específicas de contato próximo. Mesmo com essa característica, o risco de disseminação ampla é considerado baixo, e medidas de isolamento foram adotadas para evitar novos casos.
A viagem do cruzeiro, iniciada no sul da Argentina com destino à África, já registra três mortes entre os passageiros. Enquanto isso, países monitoram a situação e tomam decisões preventivas, como restrições de atracação e organização de transferências médicas para tratar os infectados.






