O Brasil atingiu, em 2025, o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas, segundo dados da PNAD Contínua — Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior contingente de trabalhadores registrado pela pesquisa desde o início da série histórica, em 2012. No mesmo período, o número de desocupados caiu para 6,1 milhões, também o menor nível da série.
A força de trabalho brasileira somou 109,1 milhões de pessoas em 2025, enquanto outras 65 milhões estavam fora do mercado de trabalho. Em comparação com 2012, o número de ocupados cresceu 15,4%, passando de 89,3 milhões para 103 milhões. O nível de ocupação chegou a 59,1% da população em idade de trabalhar, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Os dados mostram também um avanço mais acelerado da ocupação entre as mulheres. Em 2025, 44,8 milhões de mulheres estavam ocupadas, correspondendo a 43,5% do total de trabalhadores. Desde 2012, o número cresceu 20,5%, com a entrada de 7,6 milhões de mulheres no mercado de trabalho.
Entre os homens, foram registrados 58,2 milhões de ocupados, ou 56,5% do total. O contingente masculino cresceu 11,7% desde 2012, com 6,1 milhões de novos trabalhadores. O crescimento mais intenso entre as mulheres contribuiu para reduzir a diferença de participação entre os dois grupos.
O nível de ocupação de 59,1% registrado em 2025 representa uma recuperação de 3,8 pontos percentuais em relação ao menor índice da série, de 55,3%, registrado em 2017. Os dados do IBGE apontam, portanto, para um mercado de trabalho com maior número absoluto de ocupados e redução do contingente de pessoas desocupadas ao longo do período analisado.






