A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
Segundo os advogados, o prazo de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para a reavaliação da prisão preventiva venceu no fim de agosto sem que houvesse uma nova análise sobre a permanência dos fundamentos da medida. Vorcaro está preso pela segunda vez há mais de seis meses e atualmente está custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
A defesa também menciona a indefinição no STF sobre a condução das investigações relacionadas ao caso Master, incluindo a discussão sobre uma eventual investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino e a sessão que estava prevista para a próxima quarta-feira (23) foi adiada. Os advogados sustentam que ainda não há definição sobre qual órgão e qual relator serão responsáveis por matérias relacionadas ao caso.
No pedido, os defensores afirmam ainda que Vorcaro tem buscado colaborar com as investigações e reiterado interesse em formalizar uma delação. Propostas anteriores foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, que as consideraram insuficientes, mas a defesa tenta retomar as negociações. Separadamente, os advogados de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, também pediram a revogação da prisão preventiva dele, alegando que está preso há mais de 90 dias sem que o STF tenha analisado recurso contra a medida.






