As presidências da Câmara dos Deputados e do Senado decidiram, mais uma vez, não participar do ato em defesa da democracia marcado para esta quinta-feira (8), em referência aos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A cerimônia será realizada no Palácio do Planalto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou ausência no evento organizado pelo governo federal. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) também optou por não comparecer, mantendo um histórico de distanciamento institucional do Legislativo em relação às celebrações da data.
Desde a realização do primeiro ato oficial, em 2024, a presença de chefes das Casas legislativas tem sido limitada. Em edições anteriores, as cerimônias contaram com ausências recorrentes dos presidentes da Câmara e, em alguns casos, do Senado, sem a realização de eventos próprios pelo Congresso Nacional.
A decisão ocorre em meio a um cenário de tensão política, marcado pela expectativa de veto presidencial a um projeto aprovado pelo Congresso que trata da anistia ou redução de penas de envolvidos nos atos golpistas. O governo, no entanto, não vinculou oficialmente o veto à realização da solenidade.






