Fontes próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de integrantes da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam que ele deverá cumprir um período inicial em regime prisional antes de obter autorização para cumprir sua pena em casa. A medida seguiria o modelo adotado no caso do ex-presidente Fernando Collor, em 2024. O processo, relacionado à condenação por tentativa de golpe de Estado, está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável por definir se Bolsonaro poderá obter o benefício da prisão domiciliar humanitária.
No caso de Collor, Moraes autorizou a mudança após o ex-presidente apresentar mais de 130 exames médicos que comprovaram doenças graves, como Parkinson e apneia do sono. Antes disso, Collor permaneceu sete dias em cela especial em Maceió (AL).
A defesa de Bolsonaro deve sustentar argumento semelhante, apontando sua idade e condições de saúde como motivos para o cumprimento da pena em casa. No entanto, aliados e juristas próximos ao caso reconhecem que a decisão final dependerá de Moraes e do entendimento da 1ª Turma do STF.
Enquanto isso, o tribunal analisa os embargos apresentados pela defesa. A chance de reversão da condenação é considerada baixa, e apoiadores do ex-presidente apostam em uma possível revisão criminal, que poderia transferir o caso para a 2ª Turma, composta por ministros mais próximos de Bolsonaro.






