O Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, realiza uma força-tarefa para identificar os mortos da megaoperação policial ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha. Mais da metade dos 117 corpos de suspeitos mortos durante a ação já passou por necropsia e começou a ser liberada para as famílias.
Devido à origem de algumas vítimas em outros estados, o IML está utilizando bancos de dados de fora do Rio para cruzar informações e confirmar identidades. O local segue com grande movimentação de familiares em busca de notícias sobre desaparecidos, e um posto do Detran-RJ foi instalado nas proximidades para atendimento aos parentes.
A operação, batizada de Contenção, é considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos, incluindo quatro policiais civis e militares. O objetivo da ação era desarticular o Comando Vermelho e cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Confrontos intensos ocorreram na região da Serra da Misericórdia, onde moradores encontraram dezenas de corpos.
Representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados acompanham os trabalhos no IML. Técnicos do MP também realizam perícias independentes diante de denúncias de possíveis execuções e irregularidades durante a operação.






