As famílias brasileiras devem preparar o orçamento para novos aumentos nas mensalidades das escolas particulares em 2027. Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), os reajustes devem variar entre 7% e 10%, podendo superar o dobro da inflação de 5,22% estimada para 2026. Um levantamento do Grupo Rabbit, realizado com 580 instituições de ensino, aponta aumento médio de 9%.
Entre as principais justificativas apresentadas pelas escolas estão os custos crescentes com energia elétrica, água, materiais, manutenção, tecnologia e salários dos professores. Instituições do Rio de Janeiro e de São Paulo já começaram a comunicar os novos valores às famílias, que terão de reorganizar as despesas para o próximo ano letivo.
Outro fator que passou a influenciar os reajustes é o fim da escala de trabalho 6×1. Algumas instituições alegam que a adaptação às novas regras trabalhistas poderá elevar os custos com funcionários. No Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro, por exemplo, o reajuste inicialmente previsto em 9,5% foi elevado para 14,9% após a promulgação da emenda constitucional que estabelece duas folgas semanais aos trabalhadores.
A escola informou que poderá rever o percentual caso mudanças na regulamentação reduzam os custos projetados, inclusive com devolução de valores eventualmente pagos a mais. O cenário preocupa famílias que já enfrentam despesas elevadas com educação, especialmente porque os aumentos previstos para 2027 devem ficar significativamente acima da inflação.




