Gigantes da indústria automobilística mundial, como Toyota, General Motors, Volkswagen, Ford e BMW, estão pressionando o Congresso dos Estados Unidos para aprovar uma lei que proíba permanentemente a entrada de veículos chineses no mercado americano. O pedido foi apresentado pela Alliance for Automotive Innovation, associação que reúne algumas das maiores fabricantes do setor. Segundo a Reuters, as montadoras querem que a medida seja aprovada ainda neste ano.
A entidade argumenta que a presença de veículos chineses representa uma ameaça à segurança nacional e aos investimentos realizados pelas fabricantes nos Estados Unidos. O presidente da associação, John Bozzella, afirmou que é necessário proteger o mercado americano de uma possível entrada em massa de automóveis chineses, citando riscos de vigilância e concorrência desfavorável para empresas que investem há décadas no país.
Atualmente, os Estados Unidos já possuem restrições que, na prática, impedem a comercialização e a fabricação de carros de passeio por montadoras chinesas. As regras foram adotadas em 2025, durante o governo de Joe Biden, sob a justificativa de evitar o compartilhamento de dados sensíveis de motoristas com a China. Além disso, veículos elétricos chineses enfrentam tarifas superiores a 100%, dificultando ainda mais sua entrada no mercado americano.
Apesar da pressão das fabricantes, o presidente Donald Trump demonstrou uma posição diferente em setembro, quando afirmou que aceitaria a instalação de fábricas chinesas em território americano. A declaração provocou preocupação entre as montadoras tradicionais, que agora buscam transformar as restrições existentes em uma proibição permanente. O movimento evidencia a crescente disputa entre a indústria automobilística ocidental e os fabricantes chineses, que vêm ampliando sua presença no mercado global.




