O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Banco Central apresente, em até 72 horas, esclarecimentos sobre a decisão que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi tomada pelo ministro Jonathan de Jesus, que apontou possíveis indícios de precipitação no encerramento das atividades da instituição financeira. O processo foi colocado sob sigilo.
Entre os pontos que deverão ser explicados estão os fundamentos técnicos da liquidação, a avaliação de alternativas menos severas, a sequência de tratativas mantidas com o banco e a coerência do processo decisório adotado pela autoridade monetária. O ministro também indicou possíveis falhas e omissões na condução do caso.
Na decisão, o TCU avalia a possibilidade de adotar medidas cautelares para impedir a alienação ou transferência de bens considerados essenciais à preservação do valor da massa liquidada. Também está em análise a implementação de ações de supervisão para garantir a correta gestão do patrimônio e o pagamento dos credores conforme a legislação.
O Banco Master foi colocado sob administração especial temporária e teve a liquidação decretada após o Banco Central apontar deterioração da liquidez e descumprimento de normas do sistema financeiro. A medida atingiu quatro empresas do conglomerado e ocorreu após tentativas frustradas de venda da instituição a outros grupos financeiros.





