O esquema de segurança no Parque da Cidade, em Belém, sede da COP30, foi reforçado nesta sexta-feira (14) depois que a ONU enviou uma carta às autoridades brasileiras relatando falhas na proteção do evento. O documento apontou fragilidades no controle de acesso e solicitou medidas imediatas para garantir a integridade da área conhecida como Zona Azul.
Com o novo planejamento, o entorno da conferência amanheceu com policiamento ampliado, novos bloqueios e a instalação de gradis em pontos estratégicos. Acesso ao hangar principal também foi reorganizado, com extensão das barreiras e apoio de militares do Exército, além da presença de equipes estaduais e agentes federais.
O reforço coincidiu com um protesto pacífico realizado por um grupo indígena, que levou faixas pedindo proteção das terras tradicionais e criticando a falta de diálogo durante as negociações climáticas. A chegada dos manifestantes ao portão ativou imediatamente o novo protocolo de segurança, mobilizando tropas federais, estaduais e militares.
Como parte das medidas preventivas, o pavilhão de expositores dentro do hangar foi temporariamente esvaziado, e bombeiros civis orientaram a retirada de quem estava na área. Após pouco mais de uma hora, o acesso ao evento foi liberado, e a programação da conferência seguiu normalmente.






