O governo da Rússia manifestou preocupação com a decisão de países da Otan de ampliar a presença militar no Ártico, incluindo o envio de tropas à Groenlândia. A movimentação foi anunciada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha.
Autoridades russas afirmaram que a aliança militar vem acelerando sua atuação na região, o que, segundo Moscou, contribui para a intensificação das tensões no Ártico. A Rússia avalia que o reforço militar altera o equilíbrio estratégico em uma área considerada sensível.
A Dinamarca e o governo da Groenlândia confirmaram o aumento do contingente militar no território e em áreas próximas, em coordenação com aliados da Otan. Os primeiros soldados dinamarqueses começaram a chegar à ilha, enquanto outros países europeus anunciaram participação em missões e exercícios conjuntos.
A Groenlândia possui autonomia administrativa, mas permanece sob soberania dinamarquesa. O reforço militar ocorre em meio a disputas diplomáticas e estratégicas envolvendo interesses de segurança no Ártico, região que tem ganhado importância geopolítica nos últimos anos.






