O nome de Reza Pahlavi voltou a ganhar destaque em manifestações contra o governo do Irã realizadas dentro e fora do país. Filho do último xá iraniano, deposto na Revolução Islâmica de 1979, ele é visto por parte dos manifestantes como uma figura de oposição ao atual regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, embora não exista consenso sobre sua liderança entre especialistas e grupos oposicionistas.
Nascido em 1960, Reza Pahlavi foi declarado herdeiro do trono ainda na infância, durante o governo de seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, que comandou o país com apoio de potências ocidentais. Após o agravamento da crise política no fim dos anos 1970, ele deixou o Irã e passou a viver no exterior, sem retornar desde então. A queda da monarquia ocorreu após uma série de protestos reprimidos com violência, culminando na saída do xá do país.
Com a vitória do movimento liderado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, foi instaurada a República Islâmica, encerrando a dinastia Pahlavi. No exílio, Reza acompanhou a consolidação do novo regime e, ao atingir a maioridade, passou a se apresentar simbolicamente como sucessor do trono, mantendo atuação política limitada, com declarações públicas sobre o futuro do Irã.
Ao longo das décadas, Pahlavi tem defendido a transição para um sistema democrático e secular, sem detalhar o papel que teria em um eventual pós-regime. Seu nome desperta apoio entre setores da diáspora iraniana, mas também gera resistência, inclusive em protestos recentes, que expuseram divisões internas da oposição e relembraram episódios históricos como o golpe de 1953, apoiado por Estados Unidos e Reino Unido.






