Jéssica Mras, psicóloga gaúcha de 33 anos, decidiu retirar preventivamente ambas as mamas ao descobrir que possui uma mutação no gene BRCA2, associada a maior risco de câncer. Ela não apresentava alterações ou diagnóstico de câncer antes da cirurgia.
A decisão veio após acompanhar de perto casos de câncer na família — a avó faleceu por câncer de pâncreas e a mãe foi diagnosticada com câncer de ovário. A análise genética confirmou que Jéssica tinha predisposição hereditária, motivando uma decisão preventiva cuidadosamente planejada com médicos especialistas.
O procedimento incluiu mastectomia bilateral com preservação de mamilos e preparação para reconstrução futura. O pós-operatório foi desafiador, exigindo cuidados intensivos e adaptação a mudanças físicas significativas. A análise das mamas removidas revelou células pré-cancerígenas, confirmando que a cirurgia foi realizada no momento adequado.
Além da mastectomia, Jéssica ainda acompanha o risco aumentado de câncer de ovário, considerando opções como cirurgia futura e técnicas de preservação da fertilidade. Ela reforça que a escolha não foi por coragem, mas por prevenção e qualidade de vida, mantendo acompanhamento contínuo com oncologistas e mastologistas.






