Familiares de pessoas mortas na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha realizaram um protesto na tarde de quinta-feira (30) em frente ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. O grupo, formado por cerca de 30 pessoas, bloqueou a Avenida Francisco Bicalho por alguns minutos, pedindo agilidade na liberação dos corpos. A via foi reaberta por volta das 18h25, após intervenção da Polícia Militar.
Os manifestantes relataram dificuldades para identificar e liberar os corpos das vítimas. A Polícia Civil informou que as identificações seguem protocolos forenses, sem uso de reconhecimento visual, considerado falho. Até o momento, cerca de 50 corpos foram identificados e 15 já liberados para sepultamento.
O secretário de Polícia Civil afirmou que o processo pode demorar mais no caso de vítimas de outros estados, devido à necessidade de troca de informações com órgãos técnicos locais. A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos até o fim da semana.
Durante as perícias, os exames são acompanhados por três peritos legistas e um promotor de Justiça. A Defensoria Pública relatou que tentou acompanhar as necropsias, mas não teve acesso ao local. A Polícia Civil informou que apenas agentes e representantes do Ministério Público podem entrar nas dependências do IML, conforme regras da ADPF 635, que regula operações policiais no estado.






