A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação para combater um esquema de fraudes bancárias que teria causado prejuízos milionários à Caixa Econômica Federal. Entre os alvos estão o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael de Gois, além do ex-sócio Luiz Rubini, com mandados cumpridos na cidade de São Paulo.
Batizada de Operação Fallax, a ação ocorre em três estados e inclui o cumprimento de dezenas de ordens judiciais, entre prisões preventivas e buscas e apreensões. Até o início da manhã, ao menos 13 pessoas já haviam sido presas. As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa envolvida também em lavagem de dinheiro e estelionato.
Segundo a Polícia Federal, o grupo operava com a participação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências ilegais. Os valores obtidos eram posteriormente ocultados por meio de empresas e convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de bens e ativos financeiros de investigados, com limite de até R$ 47 milhões. Os crimes apurados podem ultrapassar R$ 500 milhões, e os envolvidos poderão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro, cujas penas somadas podem superar 50 anos de prisão.






