A Polícia Federal identificou anotações de uma suposta “contabilidade paralela” no celular de Josivaldo Batista de Souza, cunhado do prefeito afastado de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga. O material apreendido indica o controle de pagamentos irregulares ligados a contratos firmados entre a administração municipal e empresas privadas. As investigações levaram ao afastamento do prefeito por 180 dias.
De acordo com o relatório da PF, os registros continham abreviações e valores que apontariam a origem e o destino de recursos ilícitos. Siglas relacionadas a empresas prestadoras de serviços públicos foram associadas a quantias que, somadas, ultrapassam milhões de reais. Entre as companhias citadas estão grupos de transporte, vigilância e coleta de lixo contratados pela prefeitura.
A corporação também apura a existência de contratos fictícios firmados entre empresas ligadas à primeira-dama e a entidades religiosas administradas por familiares do prefeito. Os investigadores apontam que esses acordos seriam utilizados para mascarar a origem do dinheiro e dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.
A defesa de Rodrigo Manga e dos demais citados nega qualquer irregularidade, afirmando que todas as operações foram devidamente declaradas e realizadas dentro da lei. A Polícia Federal segue analisando documentos e valores apreendidos na operação para definir se novos envolvidos serão investigados.






