O Ministério Público do Rio Grande do Norte apresentou denúncia contra 16 indivíduos envolvidos em um esquema de fraudes financeiras que resultou em prejuízo estimado de R$ 3,8 milhões a bancos e empresas de consórcios. As investigações apontam um casal como líder da organização, responsável por dezenas de crimes de falsidade ideológica e estelionato.
A operação que desmantelou o grupo, denominada Amicis, foi realizada no ano passado pela Polícia Civil. Na ação, foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão e bloqueados mais de R$ 150 milhões em bens e contas. Entre os alvos estavam empresários, contadores e influenciadores suspeitos de participação em fraudes, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de veículos.
Segundo o MP, o casal liderava a criação de empresas de fachada para ocultar patrimônio e aplicar golpes contra instituições financeiras, com foco em empréstimos e financiamentos de veículos pesados e de luxo que não eram quitados. Um contador também foi apontado como peça-chave, por criar documentos falsos e registros fraudulentos que auxiliavam a operação do esquema.
Diante da complexidade e do número de envolvidos, o Ministério Público requereu a separação da ação em quatro núcleos: líderes, colaboradores estratégicos, laranjas e contábil. Bens de alguns denunciados já foram confiscados para garantir o ressarcimento das vítimas, e outros respondem por comunicação falsa de crime ao registrar boletins simulando serem vítimas de fraude.






