O total de mortes relacionadas às manifestações no Irã subiu para pelo menos 544 pessoas nos últimos 15 dias, conforme levantamento de uma organização internacional de direitos humanos que acompanha os protestos no país. Entre as vítimas, estão oito crianças, segundo o balanço mais recente divulgado pelo grupo.
O monitoramento também aponta que mais de 10.681 pessoas foram detidas desde o início dos atos e levadas para unidades prisionais. As prisões ocorreram em meio a protestos que se espalharam por diversas cidades iranianas, impulsionados inicialmente por insatisfação econômica e, posteriormente, por críticas mais amplas ao regime.
As mobilizações acontecem em um cenário de forte restrição à comunicação. Autoridades iranianas suspenderam o acesso à internet e às linhas telefônicas em grande parte do território, o que dificulta a verificação independente dos números e o fluxo de informações para fora do país.
Os protestos representam a maior onda de contestação ao governo iraniano desde 2022. Além das mortes e detenções, há relatos de confrontos entre manifestantes e forças de segurança, enquanto o governo afirma que irá reagir a ações que considere ameaças à estabilidade do Estado.





