Paulo Roberto Silva e Souza, conhecido entre fiéis como Padrinho Paulo, foi afastado de suas atividades religiosas após denúncias de assédio. Formado em psicologia pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, ele teve contato com o Santo Daime pela primeira vez em 1976 e construiu trajetória ligada ao movimento religioso nas décadas seguintes.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o líder religioso descumpriu medidas cautelares determinadas pela Justiça. Diante da situação, o órgão protocolou, no início de dezembro, um pedido de prisão preventiva, que segue sob análise judicial.
Padrinho Paulo atuava na Igreja Céu do Mar, localizada em São Conrado, na Zona Sul do Rio. A instituição divulgou um comunicado informando o afastamento do dirigente, sem detalhar as acusações, uma vez que o processo tramita em segredo de justiça.
Ao longo de sua atuação, Paulo Roberto foi considerado uma referência internacional no estudo do uso ritual da ayahuasca e participou de iniciativas voltadas à legalização do Santo Daime como prática religiosa no Brasil, especialmente durante os anos 1980.





