O governo do Irã afirmou que não aceitará exigências adicionais impostas pelos Estados Unidos em eventuais acordos, especialmente aquelas relacionadas ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos armados no Oriente Médio. A posição foi reafirmada em meio à pressão da gestão norte-americana e de Israel para ampliar o escopo das negociações nucleares.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja desenvolvendo mísseis capazes de atingir o território norte-americano. Segundo ele, o alcance dos armamentos foi deliberadamente limitado a menos de 2 mil quilômetros e teria caráter exclusivamente defensivo, voltado à dissuasão e à proteção do país.
Araghchi também contestou a classificação de aliados regionais como grupos armados controlados pelo Irã. Ele citou organizações como Hezbollah, Houthis e Hamas, descrevendo-as como movimentos independentes que atuam por conta própria. De acordo com o ministro, o apoio iraniano se limita a respaldo político e moral.
O chefe da diplomacia iraniana reiterou ainda que o país não pretende desenvolver armas nucleares. Segundo ele, Teerã defende o direito ao uso pacífico da tecnologia nuclear e afirma estar aberta à transparência e à supervisão internacional, desde que haja contrapartida com o alívio das sanções econômicas.






