Rodrigo Alvarenga Paredes, preso desde março de 2023, é apontado por investigadores como o principal articulador de um esquema internacional de envio de cocaína da América do Sul para a Europa. Segundo as apurações, ele mantinha uma imagem pública discreta, apresentando-se como empresário e fazendeiro, o que ajudava a ocultar as atividades criminosas.
De acordo com autoridades federais, a organização teria enviado ao menos 11 toneladas de cocaína entre 2020 e 2022, com cargas avaliadas em cerca de R$ 2,8 bilhões. A estrutura funcionava de forma integrada, envolvendo negociação da droga em países produtores, transporte até o Brasil e envio ao exterior por meio de portos nacionais.
As investigações indicam que a cocaína era produzida na Bolívia, atravessava o Paraguai e entrava no Brasil pela região Sul. A droga era escondida em meio a cargas legais e despachada para países da Europa, além de outros continentes. O porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, aparece como um dos principais pontos logísticos do esquema.
Após a prisão de Alvarenga, a Polícia Federal e o Ministério Público intensificaram operações para identificar integrantes da rede no Brasil e no exterior. Até agora, 21 pessoas foram presas e bens avaliados em quase R$ 500 milhões foram bloqueados. A defesa do acusado nega as acusações e afirma que não há provas suficientes para uma condenação.






