O governo dos Estados Unidos voltou a demonstrar interesse em assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, reacendendo debates diplomáticos e estratégicos no cenário internacional. A iniciativa foi defendida pelo presidente Donald Trump, que considera a ilha essencial para a segurança nacional americana.
A Casa Branca confirmou que integrantes do governo analisam alternativas para ampliar a influência dos EUA sobre a Groenlândia, inclusive com hipóteses que envolvem ações militares. A possibilidade gerou reação imediata de líderes europeus e do Canadá, que reforçaram o apoio à soberania do território e à população local.
Localizada entre a América do Norte e a Europa, a Groenlândia ocupa uma posição estratégica no sistema de defesa contra mísseis e no monitoramento do Ártico. Além disso, a região abriga reservas de minerais, petróleo e gás natural, fatores considerados relevantes para reduzir a dependência americana de outros mercados globais.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm presença militar permanente na base aérea de Pituffik, autorizada por acordos firmados com a Dinamarca. Apesar da ampla autonomia conquistada em 2009, a Groenlândia ainda integra o Reino dinamarquês, e qualquer mudança em seu status político depende de negociações formais e da aprovação de sua população.





