A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, deve prestar depoimento a portas fechadas nesta quinta-feira (26) a uma comissão do Congresso que apura as atividades e conexões do empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e que morreu em uma prisão federal em 2019.
Clinton afirmou não se recordar de ter mantido conversas com Epstein, mas reconheceu que conheceu Ghislaine Maxwell, ex-associada do empresário, atualmente presa após condenação por envolvimento no tráfico de menores para exploração sexual. O depoimento ocorre no âmbito de uma investigação conduzida pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.
A ex-candidata democrata à Presidência acusou parlamentares republicanos de tentar deslocar o foco da investigação, alegando que o objetivo seria minimizar possíveis vínculos entre Epstein e o ex-presidente Donald Trump. Inicialmente, Hillary e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, resistiram a comparecer, mas aceitaram depor após a comissão cogitar medidas por desacato ao Congresso.
Os depoimentos devem ocorrer em Chappaqua, no estado de Nova York, onde o casal mantém residência. O presidente da comissão informou que as transcrições serão tornadas públicas. As apurações também analisam a relação de Epstein com iniciativas ligadas à Fundação Clinton no início dos anos 2000, período em que o empresário manteve contato com diversas figuras influentes.






