Quase 50 horas depois do forte vendaval que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo, cerca de 780 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, de acordo com boletim divulgado pela concessionária Enel na manhã desta sexta-feira (12). A interrupção do serviço ainda compromete semáforos, abastecimento de água e parte da mobilidade urbana. Nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, a operação foi normalizada após dias de instabilidade.
A capital concentra a maior parte das ocorrências, com mais de 570 mil endereços sem luz. Em termos proporcionais, cidades como Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes apresentam os índices mais altos de imóveis ainda afetados. Segundo a empresa, a falta de energia resultou de rajadas de vento que chegaram a quase 100 km/h na quarta-feira (10), provocando queda de árvores e danos à rede.
A concessionária informou que já restabeleceu o fornecimento para aproximadamente 1,8 milhão de clientes desde o início da crise, mas destacou que outros 500 mil pedidos de atendimento entraram nas últimas horas em razão da continuidade dos ventos. Em nota, a empresa afirma que trabalha para normalizar o serviço para cerca de 830 mil consumidores, sem estimativa para restabelecimento total.
Os impactos do apagão continuam sendo registrados em diversas frentes. A CET contabilizou mais de 160 semáforos apagados ao longo da manhã, e a prefeitura informou que equipes ainda aguardam suporte da concessionária em parte das ocorrências de queda de árvores. A Sabesp também alertou para falhas temporárias de bombeamento em bairros da capital. Já clientes relataram dificuldades no aplicativo da Enel, que apresentou previsões divergentes e instabilidade no acesso.





