Um ex-ministro do governo Dilma Rousseff atuou para tentar viabilizar a participação do Banco Master no programa Minha Casa, Minha Vida durante o atual governo. A articulação foi formalizada em um ofício encaminhado ao Ministério das Cidades em março de 2024.
No documento, o ex-integrante do governo federal apresentou uma proposta para permitir que instituições financeiras privadas operassem no programa sem subordinação administrativa ou financeira à Caixa Econômica Federal. A iniciativa previa a atuação dos bancos na contratação de construtoras para a construção de moradias.
A proposta tinha como foco municípios com até 80 mil habitantes e defendia que os recursos públicos fossem repassados diretamente às instituições privadas participantes. Segundo o texto, os bancos assumiriam integralmente os riscos das contratações, sem interferência de instituições públicas.
Apesar das reuniões realizadas com representantes do governo, a proposta não avançou por ausência de regulamentação. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após a identificação de fraudes bilionárias.






