O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de reduções tarifárias voltadas à China, diminuindo as taxas de importação de 57% para 47%. A medida foi resultado de uma reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, e tem como objetivo aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Com o corte, a China passa a enfrentar tarifas mais baixas que o Brasil, cujos produtos ainda são taxados em até 50% para entrar no mercado americano. Segundo o governo brasileiro, há expectativa de revisão dessas alíquotas após recentes avanços diplomáticos. Em encontro realizado na Malásia, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump iniciaram um processo de negociação bilateral para discutir o tema.
O diálogo entre os dois países já teve início com representantes dos ministérios de Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que definiram um cronograma de reuniões setoriais. O objetivo é buscar equilíbrio nas relações comerciais e ampliar o acesso dos produtos nacionais ao mercado dos EUA.
Além da questão brasileira, Trump também anunciou medidas relacionadas à China, incluindo a retomada da compra de soja americana e a cooperação no combate ao tráfico de fentanil. O acordo adia por um ano a aplicação de novas tarifas e suspende restrições sobre exportações de terras raras, insumos estratégicos para a indústria tecnológica global.






