Os Estados Unidos defenderam, nesta sexta-feira (6), a abertura de negociações para um novo tratado de controle de armas nucleares que inclua Rússia e China. A proposta foi apresentada durante uma conferência sobre desarmamento na Organização das Nações Unidas, em meio ao encerramento do último acordo vigente entre Washington e Moscou.
Autoridades norte-americanas argumentaram que um pacto bilateral deixou de ser suficiente diante do atual cenário internacional e da ampliação dos arsenais nucleares globais. O governo dos EUA afirma que busca um modelo mais amplo para substituir o tratado New START, que expirou recentemente.
A China rejeitou a proposta e afirmou que não vê necessidade de integrar um novo acordo, alegando que seu arsenal nuclear é significativamente menor em comparação ao dos Estados Unidos e da Rússia. Pequim sustenta que não deve estar sujeita às mesmas limitações impostas às maiores potências nucleares.
Já a Rússia condicionou sua participação à inclusão de países europeus aliados dos EUA que também possuem armas nucleares, como Reino Unido e França. O posicionamento evidencia divergências sobre o formato de futuras negociações e indica obstáculos para a construção de um novo acordo multilateral.






