Documentos reservados e orientações internas apontam que a correção da redação do Enem 2025 adotou diretrizes diferentes das aplicadas em edições anteriores, apesar de manter as mesmas cinco competências oficiais. As alterações teriam influenciado diretamente o desempenho de candidatos, muitos dos quais registraram quedas expressivas nas notas em comparação com anos anteriores.
Uma das principais mudanças envolveu a avaliação do uso de elementos de coesão textual. Em vez de critérios objetivos baseados na quantidade de conectivos, a análise passou a adotar classificações mais amplas, como uso pontual ou expressivo, o que ampliou a margem de interpretação dos avaliadores e reduziu a padronização do processo.
Outra diferença identificada diz respeito à proposta de intervenção. Embora a ausência de qualquer um dos cinco elementos obrigatórios já resultasse em desconto de pontos, uma orientação adicional determinou penalização maior quando o texto não apresentasse claramente a “ação” proposta, elevando a perda de pontuação nesses casos específicos.
Também houve ampliação do impacto negativo de repertórios socioculturais considerados inadequados. Um documento complementar passou a permitir que esse tipo de falha fosse descontado em mais de uma competência, aumentando a punição final. O Inep afirmou que não houve mudanças nos critérios e que o processo de correção seguiu os mesmos parâmetros das edições anteriores, com múltiplos avaliadores por texto.






