O déficit das contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior resultado negativo para um ano fechado desde 2014. Os dados foram divulgados pelo Banco Central e refletem um aumento no volume de recursos enviados ao exterior em relação ao que entrou no país.
O resultado representa uma piora em comparação com 2024, quando o déficit ficou em US$ 66,2 bilhões. Segundo o Banco Central, o desempenho das contas externas está diretamente relacionado ao ritmo da atividade econômica, já que o crescimento tende a impulsionar importações e gastos com serviços no exterior.
Entre os fatores que pressionaram o resultado estão a redução do superávit da balança comercial, que caiu para US$ 59,9 bilhões, e o déficit elevado nas contas de serviços e renda. As remessas de lucros, dividendos e juros ao exterior totalizaram US$ 81,3 bilhões no período.
Apesar do rombo, os investimentos estrangeiros diretos foram suficientes para financiar o déficit externo. Em 2025, o ingresso de capital produtivo somou US$ 77,6 bilhões, valor superior ao registrado no ano anterior. Para 2026, o Banco Central projeta redução do déficit para cerca de US$ 60 bilhões.






