Após 12 trimestres seguidos de prejuízo, os Correios aprovaram um plano de reestruturação que busca recuperar a saúde financeira da estatal e garantir a continuidade dos serviços postais em todo o país. A proposta foi validada pelos conselhos da empresa e prevê uma série de ações para reorganizar operações e ampliar receitas.
O projeto se baseia em três eixos: recuperação financeira, consolidação do modelo operacional e expansão estratégica. Para viabilizá-lo, a empresa trabalha para concluir até o fim do mês a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões por meio de um consórcio de instituições financeiras. A medida é considerada essencial para estabilizar o caixa e financiar mudanças estruturais.
Entre as ações previstas para os próximos 12 meses estão programas de redução de despesas, revisão da rede de atendimento — que pode resultar no fechamento de unidades deficitárias —, modernização tecnológica e venda de ativos. A estatal calcula que a alienação de imóveis pode gerar até R$ 1,5 bilhão em receitas, enquanto busca ampliar presença no comércio eletrônico e avaliar eventuais fusões ou aquisições.
Apesar dos cortes e ajustes, os Correios reiteram que manter a universalização dos serviços postais é prioridade. Mesmo enfrentando um déficit de bilhões somente no primeiro semestre, a empresa afirma que sua capilaridade é fundamental para atender todo o território nacional. A expectativa é reduzir o rombo em 2026 e retomar o lucro a partir de 2027, embora reconheça desafios relacionados ao mercado de crédito e à necessidade de maior eficiência operacional.






