Uma cirurgia classificada como de baixo risco mudou drasticamente a vida da servidora pública Camila Nogueira, de 38 anos, após um procedimento para retirada da vesícula e correção de hérnia realizado em um hospital da capital pernambucana. Desde agosto de 2025, ela passou a apresentar um quadro neurológico irreversível.
Segundo familiares, Camila deu entrada na unidade hospitalar em boas condições de saúde e sem histórico de doenças pré-existentes. Durante o procedimento, no entanto, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória que resultou em danos cerebrais graves, deixando-a totalmente dependente de terceiros para atividades básicas.
Atualmente, a servidora permanece acamada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), necessitando de cuidados integrais, incluindo auxílio para alimentação, locomoção e higiene. De acordo com o marido, Paulo Menezes, a situação afetou profundamente a rotina familiar e o cuidado com os dois filhos do casal.
A família afirma que houve negligência médica e ingressou com uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) contra três médicas que integraram a equipe responsável pela cirurgia. O órgão informou que o caso será analisado, e o espaço segue aberto para manifestações das profissionais citadas.






