A China começou a cobrar, em janeiro de 2026, um imposto de 13% sobre a venda de contraceptivos, como preservativos, pílulas e dispositivos anticoncepcionais. A medida integra uma ampla reforma fiscal adotada pelo governo com o objetivo de estimular o aumento da taxa de natalidade no país.
Paralelamente, o governo chinês concedeu isenção tributária a serviços de creche, cuidados com idosos e atividades relacionadas a casamentos. As mudanças encerram benefícios fiscais vigentes desde a década de 1990, período em que a política do filho único ainda estava em vigor.
A iniciativa ocorre em um contexto de envelhecimento acelerado da população e de queda contínua no número de nascimentos. Dados oficiais indicam que a população chinesa diminuiu pelo terceiro ano consecutivo, e que o total de bebês nascidos em 2024 foi significativamente menor do que o registrado dez anos antes.
Apesar do objetivo declarado, a nova taxação gerou preocupações sobre possíveis impactos na saúde pública e críticas quanto à sua eficácia para incentivar o crescimento populacional. Especialistas apontam que o custo elevado de criar filhos e as dificuldades econômicas enfrentadas pelos jovens seguem como os principais fatores para a baixa natalidade.





