O governo chinês anunciou a adoção de cotas anuais e novas tarifas para a importação de carne bovina, com início em 1º de janeiro de 2026 e validade de três anos. A medida tem como objetivo fortalecer a pecuária local e limitar a entrada do produto estrangeiro no país.
Além da criação das cotas, será aplicada uma taxa de 12% sobre as importações dentro do limite estabelecido. As compras que ultrapassarem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%. Para 2026, a cota total definida pela China será de 2,7 milhões de toneladas, com aumento progressivo nos anos seguintes.
O Brasil, principal fornecedor do produto ao mercado chinês, terá a maior parcela do volume permitido, com cerca de 1,1 milhão de toneladas no primeiro ano. O número, porém, fica abaixo do total exportado pelo país em 2025, quando as vendas superaram esse patamar.
Autoridades brasileiras avaliam que o impacto tende a ser administrável, mas o setor produtivo acompanha o cenário com atenção. Entidades do agronegócio alertam para possíveis ajustes ao longo da cadeia e defendem negociações para minimizar eventuais perdas nas exportações.





