A Polícia Civil encerrou a investigação sobre a morte de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, e concluiu que o disparo que atingiu a criança partiu de um policial militar que agiu em legítima defesa. O caso aconteceu em novembro de 2024 durante uma operação policial no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista.
Segundo o relatório final, os policiais perseguiam dois adolescentes suspeitos de envolvimento em crimes quando houve confronto armado. Um dos jovens morreu e o outro ficou ferido. Ryan brincava na calçada próxima ao local da ação quando foi atingido por um tiro no abdômen, a vários metros de distância do ponto onde ocorreu o confronto.
A perícia apontou que o projétil saiu da arma de um cabo da Polícia Militar e chegou à vítima com energia reduzida, apresentando deformação compatível com ricochete. A análise técnica indicou que o disparo não foi direto e que a trajetória tornou impossível prever que a criança seria atingida.
Com base nos laudos, depoimentos e imagens analisadas, a Polícia Civil afirmou não ser possível atribuir responsabilidade criminal aos policiais envolvidos. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo, que avaliará eventuais desdobramentos, inclusive na esfera cível.






