Pesquisadores realizaram no Rio de Janeiro a soltura das primeiras araras-canindés na Floresta da Tijuca após mais de 200 anos de ausência da espécie no local. A ação marca um avanço nos esforços de recuperação da fauna nativa em áreas de mata urbana.
Os animais passaram por um período de adaptação em um viveiro instalado dentro do parque, onde receberam treinamento alimentar e acompanhamento técnico para reconhecer frutos e condições naturais da floresta antes do voo livre.
A reintrodução faz parte de um projeto de conservação desenvolvido em parceria com órgãos ambientais e instituições de pesquisa. As quatro aves foram transferidas do interior de São Paulo para o parque em junho do ano passado e monitoradas durante cerca de sete meses.
Segundo os responsáveis pelo projeto, outras araras-canindés devem ser soltas ainda neste primeiro semestre. A meta de longo prazo é estabelecer uma população estável da espécie na região, com acompanhamento contínuo para garantir a sobrevivência e reprodução dos animais.






