O presidente argentino Javier Milei entra na segunda metade de seu mandato com avanços relevantes na agenda econômica, especialmente no controle das contas públicas. Desde que assumiu o governo, em dezembro de 2023, a gestão promoveu cortes expressivos de gastos, redução da estrutura do Estado e mudanças fiscais que alteraram a percepção internacional sobre a economia do país.
Os resultados incluem a queda significativa da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto e a obtenção do primeiro superávit financeiro em mais de uma década. Esse movimento foi acompanhado por uma melhora nos indicadores de risco e avaliação de crédito, o que reaproximou a Argentina de investidores e instituições financeiras internacionais.
O controle fiscal também contribuiu para a desaceleração da inflação, que havia atingido níveis críticos no fim de 2023. Ao longo de 2024 e 2025, os índices de preços passaram por forte arrefecimento, refletindo a combinação de ajuste fiscal, política monetária mais restritiva e menor uso da emissão de moeda para financiar déficits.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que permanecem riscos importantes, como a vulnerabilidade cambial, a dependência de financiamento externo e os impactos sociais do ajuste. A continuidade das reformas e a estabilidade política serão determinantes para sustentar os ganhos econômicos observados até agora.






