
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam que a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 não é motivo suficiente para anular o pleito. A medida foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, e permitiu que seções eleitorais que ainda tinham filas às 17h continuassem recebendo eleitores até as 19h. Apesar das críticas à decisão, integrantes dos tribunais consideram improvável que uma eventual contestação judicial resulte no cancelamento da eleição.
O candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do resultado. Ele criticou a decisão de Zanin, alegando que as regras eleitorais foram alteradas após o horário previsto para o encerramento da votação. O senador perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Para verificar o impacto da medida, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que auxiliares do tribunal levantem os dados dos votos registrados entre 17h e 19h. A avaliação preliminar de integrantes da Justiça Eleitoral é de que a ampliação teve pouca influência no resultado, uma vez que muitas seções já haviam encerrado a votação e emitido os boletins de urna antes de a decisão se tornar conhecida.
A prorrogação ocorreu após as campanhas de Lula e Flávio relatarem dificuldades de transporte que poderiam impedir eleitores de chegar aos locais de votação. Nunes Marques criticou a decisão por ter sido comunicada depois do horário previsto para o fechamento das urnas, afirmando que a medida gerou dificuldades para a organização do processo eleitoral. Apesar disso, o presidente do TSE declarou que os problemas não comprometeram a apuração. A expectativa entre integrantes dos tribunais é que eventuais pedidos de anulação não sejam acolhidos.





